Durante 2000, a Bolsa de Valores de São Paulo foi responsável por 100% do valor de negociação das ações de capital de todas as bolsas de valores do Brasil.

A Bolsa de Valores de São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos pertencente às firmas de corretagem membros. A negociação na bolsa é limitada às firmas de corretagem membro e a um número limitado de não membros autorizados. A Bolsa de Valores de São Paulo tem duas sessões de negociação abertas por pregão ao dia, das 10:30 horas às 13:30 horas e das 14:30 horas às 17:30 horas. As operadoras intermediárias existem na Bolsa de Valores de São Paulo mas estão autorizados somente a intermediar opções para índices de ações que são negociadas naquela bolsa e para engajar em transações com o META ("Mercado de Empresas Teleassistidas"), um sistema operacional de negociação eletrônico na Bolsa de Valores de São Paulo e que permite a negociação de títulos mobiliários de companhias registradas para aquela finalidade. Essas companhias devem designar as operadoras intermediárias autorizadas a negociar seus valores mobiliários. Não existem especialistas ou operadoras intermediárias para as ações da Companhia na Bolsa de Valores de São Paulo. A Comissão de Valores Mobiliários ("Comissão de Valores Mobiliários Brasileira" ou "CVM") e cada uma das bolsas de valores brasileiras têm autoridade sem restrições para suspender a negociação de ações de um emissor particular sob certas circunstâncias. A negociação de valores mobiliários listados nas Bolsas de Valores brasileiras pode ser efetuada fora das bolsas em certas circunstâncias, apesar de tal transação ser muito limitada.

A liquidação das transações é efetuado três dias úteis após a data da negociação sem ajuste do preço de compra pela inflação. O pagamento das ações é feito através das facilidades das câmaras de compensação separadas para cada bolsa, a qual mantém contas das firmas de corretagem membros. O vendedor é geralmente solicitado a entregar as ações à bolsa no segundo dia útil seguinte à data da negociação. A câmara de compensação da Bolsa de Valores de São Paulo é a Câmara Brasileira de Liquidação e Custodia S.A., que é propriedade das sociedades corretoras membros.

Em 31 de dezembro de 1999, a capitalização do mercado total de 467 companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo era de aproximadamente US$228,5 bilhões. Apesar das ações existentes de uma companhia cotada na bolsa poderem ser negociadas numa bolsa de valores brasileira, na maioria dos casos, menos da metade das ações cotadas estão realmente disponíveis para negociação pelo público, sendo as restantes detidas por pequenos grupos de pessoas controladoras que raramente negociam suas ações. Isto é particularmente verdadeiro no caso de companhias de capital misto, como a Telebrás antes da privatização. De acordo com a Legislação Societária, companhias de capital misto devem ter mais da metade do capital votante pertencente a órgãos de Governo. Por essa razão, a amostragem de dados da capitalização do mercado total das bolsas de valores brasileiras tende a exagerar a liquidez do mercado brasileiro de ações.

Embora o mercado brasileiro de ações seja o maior da América Latina em termos de capitalização de mercado, ele é relativamente pequeno e com pouca liquidez quando comparado aos principais mercados mundiais. Em 2000, os volumes combinados de negociações diárias dessas duas bolsas geraram uma média de aproximadamente US$ 410,2 milhões. Em 2000, as cinco maiores emissões ativamente negociadas representaram aproximadamente 47,07% do total negociado no mercado à vista da Bolsa de Valores de São Paulo.

A negociação das bolsas de valores brasileira por não residentes no Brasil é sujeita a certas limitações sob a legislação do investimento estrangeiro no Brasil.