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Nossas necessidades para liquidez e recursos de capitais
são aplicados para financiar desembolsos de capital
e investimentos relacionados com a expansão, melhoria
e manutenção do nosso ativo imobilizado. Historicamente,
temos financiado nossos desembolsos de capital e investimentos
com recursos gerados internamente e com endividamento.
Incorremos em desembolsos de capital de R$1.413 milhões,
R$1.653 milhões e R$1.203 milhões em 2000, 1999
e 1998, respectivamente, desembolsos esses que são
descritos com maiores detalhes na seção sobre
desembolsos de capital.
Nossa fonte primária de recursos é o caixa gerado
pelas nossas operações. O fluxo de caixa líquido
gerado pelas atividades operacionais foi de R$1.038,3 milhões,
R$838,0 milhões, e R$1.521,0 milhões em 2000,
1999 e 1998, respectivamente.
Nosso endividamento (incluindo a parcela circulante do mesmo),
totalizando R $2.246,3 milhões em 31 de dezembro de
2000, foi denominado em moedas estrangeiras, sendo 76,5% em
dólares norte-americanos. Nosso custo efetivo de endividamento
em moedas estrangeiras depende principalmente da taxa de câmbio
entre o real e as moedas em que nossos empréstimos
são denominados. Em 2000, começamos a contratar
operações de hedging para nossas dívidas
a curto prazo contra as perdas em moeda estrangeira para assegurar
que os pagamentos das dívidas permaneceriam constantes
em reais. No entanto, não realizamos operações
de hedging para nossas obrigações de endividamento
de longo prazo denominados em moedas estrangeiros. Em 2000,
o real sofreu desvalorização de 9,3% contra
o dólar norte-americano. Se tal nível de desvalorização
se mantém ou piora, o custo em reais do serviço
da nossas dívidas denominadas em dólares norte-americanos
aumentam proporcionalmente. Os empréstimos e financiamento
com instituições financeiras foram basicamente
denominados em moeda estrangeira. Estamos pesquisando diversas
alternativas com respeito a operações de hedging
contra este risco para evitar perdas cambiais futuras.
A taxa média efetiva de juros, ou "all in",
das nossas dívidas totais é equivalente a 10,12%
ao ano. Visto que quase toda nossa dívida a longo prazo
é denominada em moedas estrangeiras, as variações
cambiais incrementam nossos custos de juros efetivos. Nossas
dívidas denominadas em moedas estrangeiras são
suportadas por contratos de crédito que incluem certas
restrições, incluindo dispositivos negativos
sobre cauções, proibições contra
a redução do capital, proibições
sobre fusões, incorporações ou consolidações,
e proibições sobre a venda, cessão ou
alienação de outra maneira de todos ou quase
todos os nossos ativos.
Nosso endividamento total a longo prazo foi de R$1.364,4 milhões,
R$878,7 milhões e R$511,1 milhões em 31 de dezembro
de 2000, 1999 e 1998, respectivamente. O aumento na dívida
a longo prazo em 31 de dezembro de 2000 em comparação
a 31 de dezembro de 1999 foi fortemente afetado pela desvalorização
do real. Do total da dívida, R$766,1 milhões
venceram em 2000 e outros R$881,9 milhões vencem em
2001.
Nos beneficiamos de um relacionamento forte com agências
de crédito como o Export Import Bank dos Estados Unidos
e a Export Development Corporation do Canadá e somos
capazes de obter empréstimos diretos a longo prazo
e temos a vantagem de menos remessas fiscais para estes empréstimos.
Além destas duas agências principais, também
temos contratos apoiados pela Coface (França), ECGD
(Inglaterra), Overseas Private Investment Corporation (Estados
Unidos), BNDES (Brasil) e Hermes (Alemanha). Para obtermos
estes empréstimos, os mesmos foram vinculados ao nosso
programa de investimento. As condições destes
empréstimos são, de modo geral, mais favoráveis
de que os feitos pelos bancos, e ajudam a financiar projetos
como satélites, cabos oceânicos e vias nacionais
de fibra óptica.
As duas principais categorias de endividamento a longo prazo
da Companhia (incluindo a parcela do mesmo classificado no
passivo circulante) em 31 de dezembro de 2000, foram as seguintes:
Instituições Financeiras (R$2.160 milhões).
Os empréstimos (principal e juros) de instituições
financeiras consistem de vários empréstimos
não segurados de médio e longo prazo, geralmente
em moedas estrangeiras. A política da Companhia é
evitar fiar-se em empréstimos bancários de curto
prazo expressos em reais devido ao seu alto custo. Entretanto,
com a volatilidade do real desde 1999, nos temos incrementado
nossos empréstimos de curto prazo em real para reduzir
nossa exposição das flutuações
das moedas. Recentemente, empréstimos de curto prazo
tem sido hedged a fim de reduzir a exposição.
Crédito de Fornecedores (R$86 milhões). Créditos
de fornecedores (na forma de principal e juros acumulados)
são disponíveis para compras de equipamentos
importados, principalmente equipamentos de transmissão
por fibra ótica.
Certos contratos de crédito assinados antes da privatização
obrigaram tanto o Governo Brasileiro quanto a Telebrás
de dar garantias que teriam constituídos eventos de
inadimplência, porém concluímos negociações
com sucesso com esses credores para substituir essas garantias.
Adicionalmente, a maior parte dos demais contratos de crédito
incluem dispositivos de inadimplência cruzada e de aceleração
cruzada que permitiriam aos detentores de tal créditos
a declarar a inadimplência do endividamento e acelerar
o vencimento de uma parcela significativa do valor principal
da nossa dívida for inadimplente ou acelerada. Em 31
de dezembro de 2000, nenhuma parte da nossa dívida
estava inadimplente ou é esperada estar no futuro.
Pagamos dividendos e juros sobre capital próprio (uma
forma de dividendo que goza de benefícios fiscais no
Brasil) de R$211,5 milhões, R$163,7 milhões
e R$80,4 milhões em 2000, 1999 e 1998, respectivamente.
Com respeito ao pagamento dos dividendos, temos o poder atualmente
de nomear e eleger todos os membros do Conselho de Administração
da Embratel e, portanto, controlar o pagamento de dividendos.
No entanto, de acordo com a legislação brasileira
e os regulamentos promulgados pela CVM, as pessoas detentoras
de mais de 10% do capital votante da companhia (porcentagem
essa que poderá ser reduzido para 5% no caso de empresas
de capital aberto) poderão exigir que adotemos votação
cumulativa. Entendemos que, com base nas participações
atuais na nossa controlada operacional, se for necessária
a votação cumulativa, ainda seríamos
capazes de controlar o pagamento de dividendos pela Embratel,
o que, com respeito ao dividendo compulsório, poderia
ser limitado somente sob circunstâncias muito rígidas.
Os membros do Conselho, mesmo que eleitos por um acionista
específico, tem obrigações fiduciárias
perante a Companhia e todos nossos acionistas.
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