Até 29 de julho de 1998, a Embratel foi a fornecedora exclusiva de serviços de longa distância interestaduais e internacionais no Brasil, embora ela estivesse sujeita a concorrência indireta de um número de fontes. As companhias da Telebrás foram as fornecedoras exclusivas dos serviços telefônicos interestaduais e locais. No entanto, desde 1995, o Brasil adotou amplas mudanças reguladoras, com o propósito de abrir o mercado de telecomunicações à concorrência.

De acordo com a Lei das Telecomunicações e o Plano Geral de Outorgas (Plano de Outorgas), o Ministério das Comunicações foi requerido a conduzir a privatização do Sistema Telebrás. De acordo com o modelo de privatização, os estados brasileiros foram divididos em três regiões e as companhias da Telebrás que forneciam serviços a cada uma dessas regiões foram agrupadas sob as Empresas Controladoras (coletivamente conhecidas como "Teles") e receberam concessão para fornecer serviços de longa distância locais e intra-regionais em uma das três regiões. Em 02 de junho de 1998, recebemos concessão para prover todos os tipos de serviços de longa distância nacionais (intra-estaduais, intra-regionais e inter-regionais) e serviços de longa distância internacionais. A privatização ocorreu em 29 de julho de 1998, mas somente em 03 de julho de 1999, com a introdução do "PIC Code", nos tornamos sujeita à concorrência nos mercados de longa distância intra-regionais.

As Leis das Telecomunicações e o Plano de Outorga também solicitaram à Anatel, logo após a privatização, que leiloasse:

  · autorizações para o fornecimento de um serviço telefônico à longa distância local e intra-regional em cada uma das três regiões (seis autorizações no total, três locais e três de longa distância intra-regional); e
   
  · autorizações para o fornecimento de serviços telefônicos à longa distância intra-regionais; inter-regionais e internacionais (um para serviços intra-regionais e inter-regionais e um para serviços internacionais).
   

Tais autorizações são normalmente conhecidas como autorizações "espelho" já que eles se referem à mesma área geográfica e serviços de concessões existentes.

Esperava-se que os leilões das autorizações espelho resultassem em:

  · duas companhias concorrentes em cada mercado de serviços locais (uma Tele e uma detentora da autorização espelho);
   
  · quatro companhias concorrentes em cada um dos três mercados de serviços à longa distância intra-regionais (uma Tele, a Embratel, duas detentoras da autorização espelho); e
   
  · duas companhias concorrentes nos mercados de serviço à longa distância inter-regionais e internacionais (Embratel e espelho). Ver "- Regulamentação - Concessões e Autorizações".
   

Em 11 de dezembro de 1998, ocorreu o processo de licitação para as autorizações espelho e somente as autorizações para a região Nordeste e para os serviços de longa distância nacionais e internacionais foram outorgadas devido à falta de participantes no processo de leilão. Em 23 de abril de 1999, houve outro leilão e foram concedidas as autorizações para a região de São Paulo. Em 27 de agosto de 1999, as autorizações espelho para a região Sudeste foram leiloadas e outorgadas.

Atualmente, a Companhia enfrenta:

  · Regiões Sudeste/Nordeste, três concorrentes para a prestação de serviços de longa distância intra-regionais. Esses concorrentes são:
   
  · a Tele Sudeste/Nordeste, chamada Telemar (anteriormente denominada Tele Norte Leste, a empresa controladora da Telemar), que na época da privatização era controlada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e pelas companhias brasileiras Fiago Participações, La Fonte, Andrade Gutierrez, GP (Garantia Partners), Opportunity, Inepar S.A., bem como algumas seguradoras;
   
  · a detentora da autorização espelho do Sudeste/Nordeste, chamada Vésper (anteriormente Canbrá), controlada pela Bell Canada, Velocom, Qualcomm, Lieberman e o grupo brasileiro Vicunha; e
   
  · a detentora da autorização espelho de serviço de longa distância nacional, chamada Intelig (anteriormente Bonari), que é controlada pela National Grid e Telecom da França e Sprint.
   
  · Região do estado de São Paulo, três concorrentes para a prestação de serviços de longa distância intra-regionais. Esses concorrentes são:
   
  · a Tele Central/Sul, chamada Tele Centro Sul, que é controlada pela Telecom Itália e Techhold;
   
  · Intelig (anteriormente Bonari), a detentora da autorização espelho de serviço de longa distância nacional; e
   
  · a detentora da autorização espelho da região Central/Sul, chamada Global Village Telecom, que é controlada pela Global Village Telecom e Comtech.
   
  · Mercados de serviços de longa distância inter-regionais e internacionais. Nosso concorrente é a Intelig, que começou a competir conosco em janeiro de 2000.

Em julho de 1999, o código de discagem para a seleção de operadora (código PIC) foi introduzido, permitindo aos usuários escolher entre as operadoras discando o respectivo código. Clientes de serviços telefônicos de voz no Brasil não são designados para uma operadora especial. Para qualquer chamada além a área local, o cliente é obrigado a escolher a operadora. A Companhia obteve o número "21" como seu código PIC e anunciou bastante em todo o território nacional em 1999 para estabelecer o reconhecimento do código da Embratel pelo público. A Companhia acredita que tem uma vantagem acima dos provedores locais de serviços telefônicos porque seu código PIC pode ser usado em qualquer parte do Brasil para fazer uma ligação. Em contraste, o código PIC das operadoras de serviços intra-regionais que somente pode ser usado na área local.

Em julho de 1999, houve problemas significativos com circuitos ocupados porque muitos clientes discaram de maneira errada. Assim sendo, a Anatel permitiu a conclusão de chamadas utilizando perfis de discagem sem os códigos PIC. Isto foi chamada do "código de escape". A continuação de discagem usando este código de escape foi permitido por alguns meses e foi eliminada, gradativamente, entre setembro de 1999 até o final do ano. Certas áreas locais não tinham sido programadas integralmente para aceitar o novo código PIC em julho de 1999. Estas foram referidas como "áreas de numeração fechada" (áreas ANUF) e, gradativamente, foram atualizadas para acomodar a discagem via o código PIC no quarto trimestre de 1999.

Durante 2000, a Intelig não conseguiu fazer grandes avanços em capturar participações de nosso mercado. A Intelig começou a oferecer serviços de transmissão de dados e Internet no segundo semestre de 2000. Porém, nós consideramos que este mercado já é competitivo. A Embratel possui uma carteira ampla de serviços de transmissão de dados e Internet e detém a vantagem de uma rede nacional para atender nossos clientes. Consideramos a penetração pela Intelig no mercado de transmissão de voz de longa distância como marginal, não representando atualmente um fator significativo para nossas operações. Recentemente, a Intelig anunciou a sua decisão de focalizar nos clientes empresariais em vez do mercado não relacionado com os serviços corporativos.
No início de 2002, a Anatel pode conceder um número ilimitado de autorizações adicionais para a prestação de serviços telefônicos de longa distância locais, intra-regionais, inter-regionais e internacionais.
Nos últimos anos, temos experimentado considerável concorrência na prestação de serviços de longa distância internacionais de companhias de fora do Brasil conhecidas como revendedores de serviços telefônicos. As revendedoras atendem os clientes com o número de um sistema de recados automatizado localizado em países com tarifas internacionais mais baixas, geralmente os EUA. O uso de tais sistemas de recado permitem que as chamadas à longa distância internacionais se originem no Brasil e sejam cobradas fora do Brasil, geralmente à tarifas significativamente abaixo das cobradas por nós. Como resultado de tal concorrência, a percentagem de chamadas telefônicas internacionais faturadas a título de saída, comparadas à chamadas faturadas a título de entrada, decresceu substancialmente de 1990 a 1993. De 1994 a 1998, essa tendência se reverteu. Isso ocorreu devido à redução nas tarifas de 1994 a 1997. Com o passar dos anos, a estabilização da moeda brasileira também contribuiu para a reversão da tendência. Ver "Serviços - Serviços à Longa Distância Internacionais" e "Tarifas - Tarifas Internacionais".

A identidade dos novos competidores e o escopo ampliado da concorrência aumentada, bem como quaisquer efeitos adversos correspondentes sobre os resultados da Companhia, dependerão de uma série de fatores. Entre tais fatores estão as estratégias de negócios e capacidades financeiras e técnicas dos concorrentes em potencial, as condições prevalecentes no mercado à época em que a concorrência for permitida, aplicando-se as regulamentações brasileiras com relação aos novos concorrentes e a Embratel, como também a eficácia dos esforços da Companhia em preparar-se para um aumento na concorrência. A indústria das telecomunicações está sujeita a mudanças rápidas e significativas em termos de tecnologia. Avanços tecnológicos contínuos nas telecomunicações torna impossível a predição da extensão da concorrência futura da Companhia. Não pode haver garantia de que as tecnologias atualmente empregadas pela Companhia não se tornarão obsoletas ou sujeitas à concorrência de novas tecnologias no futuro ou que a Embratel será capaz de adquirir em prazos razoáveis, as novas tecnologias necessárias para competir em circunstâncias diferentes.

A Embratel está sujeita à regulamentações completas que limitam a sua habilidade em estabelecer tarifas para os seus serviços variados e que podem limitar a sua habilidade em responder à concorrência potencial ou real. Tais regulamentações podem limitar a habilidade da Companhia em confrontar a concorrência. Ver "- Regulamentações".