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Apresentação Vencedores Vencedores Regionais Premiação Finalistas Comissão Julgadora


Vencedores Regionais


Região Centro-Oeste
A reportagem "41 histórias de pessoas que vivem em Brasília”, de Dante Accioly, publicada em caderno especial do Correio Braziliense no dia 21 de abril de 2001, é a grande vencedora do Prêmio Imprensa Embratel na categoria Regional Centro-Oeste, conquistando R$ 5 mil.

Comemorando o quadragésimo primeiro aniversário de Brasília, a reportagem vencedora relata as histórias de 41 pessoas da capital federal. Ao longo de duas semanas, o repórter Dante Accioly e o fotógrafo Ricardo Borba acompanharam a rotina de seus personagens, descrevendo as curiosidades que se escondem em seu dia-a-dia aparentemente comum.

Cearense, Dante Accioly foi repórter e subeditor de informática de O Povo (Fortaleza). Neste mesmo jornal, atuou ainda na seção de cidades, foi repórter especial e editor da primeira página. Trabalha desde dezembro de 2000 na editoria de cidades do Correio Braziliense.

O Centro-Oeste teve quarenta trabalhos jornalísticos inscritos no Prêmio Imprensa Embratel, abordando temas regionais e nacionais.


Região Sul
A série de reportagens "Dossiê Paraguai”, de Mauri König, publicada no jornal O Estado do Paraná nos dias 24 de dezembro de 2000 e 22 de abril de 2001, é a grande vencedora do Prêmio Imprensa Embratel na categoria Regional Sul, conquistando R$ 5 mil.

A reportagem vencedora aborda os maus-tratos a que estão sujeitos jovens brasileiros recrutados de forma irregular para o serviço militar no Paraguai. O repórter chegou a sofrer um atentado em decorrência das irregularidades que denunciou, devidamente noticiado pelo jornal, daí o intervalo entre as duas reportagens da série.

Mauri König já trabalhou na Folha do Paraná, no Caderno Paraná da Gazeta Mercantil e em O Estado do Paraná. Atualmente é freelancer de O Estado de S. Paulo em Foz do Iguaçu. Foi ainda secretário de comunicação da Prefeitura de Foz do Iguaçu e um dos concorrentes finalistas ao prêmio Mídia da Paz (revista Imprensa-SP) do Hospital Samaritano (SP).

Os demais finalistas da Região Sul foram Civa Silveira, com "A triste história de um hospital” (Rádio Gaúcha); Marilene Rodrigues, com "O caso do Hospital Santo Antônio” (Jornal de Santa Catarina); Luci Jorge, com "Música transforma a vida em vila de Porto Alegre” (Rede Bandeirantes de Televisão/RS); Ana Mota e Charles Tricot Santos, com "Vida na favela” (Rede Bandeirantes de Televisão/RS).


Região Nordeste
A série de reportagens "Histórias da velha seca no novo milênio”, de Wallace Lara, veiculada no Jornal Hoje, da TV Globo (produzida pela TV Verdes Mares, afiliada da Globo no Ceará), é a grande vencedora do Prêmio Imprensa Embratel na categoria Regional Nordeste, conquistando R$ 5 mil. O autor da reportagem vencedora em cada região terá seu trabalho automaticamente inscrito como semifinalista nas categorias nacionais, dentro da categoria específica a que pertença (Jornais/Revistas, Rádio ou Televisão).

O trabalho vencedor aborda as dificuldades enfrentadas por quem vive em meio à seca no sertão brasileiro, população sujeita à falta d'água, de alimentos e de condições dignas de moradia. O mau uso do dinheiro público destinado à construção de poços e açudes e as irregularidades na distribuição de cestas básicas também são temas enfocados, além dos prejuízos causados para o gado, a agricultura e a saúde dos que precisam cavar poços para sobreviver, obrigados a respirar pó de pedra (tornam-se vítimas do mal de silicose). A série aborda ainda os "profetas populares” e seus métodos de prever chuvas.

O jornalista Wallace Lara, nascido em Rio Claro (SP), começou sua carreira como repórter esportivo do Jornal da Mantiqueira, em Poços de Caldas (MG), e atuou em diversas emissoras de rádio AM. Foi correspondente da revista Veja em Minas Gerais, trabalhou na Folha de S.Paulo (Caderno Regional de Campinas), na Rede Globo Minas e na Rede Globo São Paulo. Ganhou em 1999 o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (categoria Busca de Soluções) por uma série de reportagens sobre o "lixão” de Carapicuíba (SP) e, em 2001 conquistou o mesmo prêmio pela série "Volta às aulas”, enfocando o universo dos excluídos do ensino. Em agosto de 2000, Wallace passou a atuar como repórter do Jornal Nacional em Fortaleza (CE), contratado pela TV Verdes Mares, dedicando-se às reportagens ligadas à seca no sertão.


Região Sudeste
Os demais finalistas da Região Nordeste foram Mozarly Almeida, com "Pesca: ameaça de extinção” (Diário do Nordeste - CE); Jamildo Melo, com "Velho Chico, hoje quase um lamento” (Jornal do Commercio - PE); Marcus Peixoto e Cláudia Magalhães, com "Crise nos hospitais cearenses” (Diário do Nordeste - CE); e Levi Vasconcelos, com "Os órfãos do cacau - Crise leva pobreza à região do cacau” (A Tarde - BA).

A reportagem "A viagem da esperança”, de Lúcia Carla Gama (A Crítica, de Manaus) e a série "Os homens de ouro dos anos de chumbo”, de João Antônio Barros (O Dia, do Rio de Janeiro), venceram as categorias regionais Norte e Sudeste, respectivamente, do III Prêmio Imprensa Embratel, conquistando R$ 5 mil cada um.

O tema de "A viagem da esperança” é bem típico da Região Norte: as histórias de quem deixa Manaus e retorna à sua terra de origem no catamarã Amapá, deixando para trás sonhos e tentativas frustradas de uma vida nova na capital amazonense. A repórter acompanhou o trajeto até Belém, relatando as "aventuras” ao atravessar o Estreito de Breves e abordando as precárias condições das embarcações da Empresa de Navegação da Amazônia S. A. (Enasa).

Lúcia Carla Gama, nascida em Manaus, já atuou nas editorias de esporte e cidade e, atualmente, é repórter de política de A Crítica. Ganhou o Prêmio Ayrton Senna nacional de jornalismo, em 1999, com a reportagem "Índios fazem revolução silenciosa”, feita em parceria com Ana Célia Ossame.


Região Norte
Os demais finalistas da Região Norte foram Edvanildo Lobo, com "Mais de dez milhões de raios caem no Pará” e "Degradação humana no manicômio” (ambas publicadas em O Liberal); Roberta Villanova, com "água doce, mais um tesouro na Amazônia” (Diário do Pará); e Jaime Moreira, com "Guerra suja na fronteira perdida” (A Gazeta, de Rio Branco). O Norte teve 14 trabalhos concorrentes à categoria regional do III Prêmio Imprensa Embratel.

Este é o nome da série escrita por João Antônio Barros para O Dia, focalizando uma face oculta da história da repressão política no Brasil: a participação de um grupo de policiais civis nos centros de tortura do Rio de Janeiro, organização que agia nos mesmos moldes da "Operação Bandeirantes”, comandada pelo delegado Sérgio Fleury, em São Paulo. Traz revelações como os últimos passos do deputado cassado Rubens Paiva e do estudante Stuart Angel e sobre como os dois foram mortos nos porões da ditadura.

João Antônio Barros tem 16 anos de profissão, trazendo 11 premiações no currículo (sete por reportagens em defesa dos direitos humanos), incluindo o Líbero Badaró, o Wladimir Herzog e dois Prêmios Esso Sudeste. Já trabalhou na Última Hora e está há dez anos em O Dia.

Os outros finalistas da Região Sudeste foram Mário Magalhães, com "A história de Alexandre” (Folha de S.Paulo); Guilherme Azevedo, com "Saudemos estes homens famosos” (Caros Amigos); Maria Paula, com "Cinema em casa” (TV Record); e Lúcia Seixas, com "Os incluídos - Uma cidade para todos” (revista Marie Claire).

O Sudeste teve 35 trabalhos concorrendo à categoria regional do Prêmio Imprensa Embratel, sendo 27 reportagens de jornal ou revista e oito de telejornais.